Agentes da PSP atacados em Rabo de Peixe. Avança inquérito criminal

Agentes da PSP atacados em Rabo de Peixe. Avança inquérito criminal

Agentes da Polícia de Segurança Pública foram agredidos em Rabo de Peixe, nos Açores, durante uma investigação a alegado tráfico de droga.

Carlos Santos Neves - RTP / Adicionar como fonte informativa
António Antunes - RTP

O caso da agressão, na quinta-feira, a agentes da Polícia de Segurança Pública em Rabo de Peixe, na ilha de São Miguel, vai dar lugar a um inquérito criminal e o número de detidos poderá aumentar, confirmou na última noite o diretor nacional adjunto da força, Pedro Neto Gouveia.Quatro viaturas com agentes da PSP da Região Autónoma dos Açores foram visadas por populares de Rabo de Peixe, o que levou as autoridades a disparar para o ar.

Em comunicado, na quinta-feira, o Comando Regional da Polícia de Segurança Pública explicava que os incidentes haviam ocorrido ao final da manhã, na sequência de uma operação que levou à detenção, em flagrante delito, de oito suspeitos de tráfico de estupefacientes.

“As viaturas policiais foram danificadas através do arremesso de diversas pedras e barrotes de madeira”, acrescentava o Comando Regional.
Bom dia Portugal | 21 de agosto de 2026

Em declarações aos jornalistas, Pedro Neto Gouveia, diretor nacional adjunto da PSP, descreveu posteriormente os acontecimentos. O dispositivo, afirmou, “fez as detenções que tinha a fazer, reuniu a prova que era necessário reunir para o processo e só na saída é que, quando já estava a retirar, foi criada uma situação de alteração da ordem pública, na qual a Polícia de Segurança Pública teve fazer recurso a arma de fogo, com munições menos letais, para afastar pessoas e dar continuidade à sua ação”.

“Foram ainda identificadas duas pessoas que provocaram esse tipo de danos nas viaturas, mas não houve ferimentos nem qualquer tipo de sobressalto maior”, prosseguiu o responsável.
“A Polícia de Segurança Pública voltará, com certeza, onde for necessário voltar, porque a PSP não é impedida de executar a sua missão seja onde for, em qualquer lugar do nosso território”, acentuou.

Pedro Neto Gouveia sublinhou ainda que “o que aconteceu é um crime”, que “dará origem a um inquérito”. “Provavelmente, muitas pessoas poderão eventualmente ser detidas na sequência desta circunstância que se verificou”.

Por sua vez, o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, repudiou os acontecimentos de Rabo de Peixe.

“Segundo as informações que tenho, a Polícia de Segurança Pública tinha cumprido o seu trabalho, com um mandado de detenção de oito indivíduos, e portanto estava a sair do local quando houve alguns desacatos”, afirmou o governante.
“As palavras são de facto de grande apoio e solidariedade para a Polícia de Segurança Pública e para a Guarda Nacional Republicana, as nossas forças de segurança, para que possam cumprir aquela que é a sua missão”, completou.

Foi pelas 12h30 (13h30 em Lisboa) de quinta-feira que a PSP deu cumprimento a vários mandados de busca no porto de pescas de Rabo de Peixe, na Ribeira Grande.Foram detidos oito suspeitos de “terem cometido um crime de tráfico de estupefacientes”.

Integraram a operação agentes da Brigada de Investigação Criminal da Esquadra de Rabo de Peixe, apoiados por subunidades da PSP: a Divisão Policial de Ponta Delgada e a Força Destacada da Unidade Especial de Polícia do Comando Regional dos Açores.

A polícia apreendeu também 962 doses de haxixe e 1.110 doses de cocaína e dinheiro em numerário.

c/ Lusa
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